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Há mais duas empresas Portuguesas na elite Europeia da Inovação

14-06-2016

A  FASTinov e a UBQ II são as mais recentes PME portuguesas a entrar na 'Liga dos  Campeões' da inovação europeia, com projetos aprovados no programa Horizonte  2020. São mais de 2 milhões de euros de financiamento comunitário que irão  contribuir para o lançamento de soluções disruptivas desenvolvidas por empresas  portuguesas.

A  FASTinov, uma PME  com ligações à Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, tornou-se na  primeira empresa portuguesa a coordenar um projeto financiado através do Fast  Track to Innovation do Horizonte 2020. A Comissão Europeia visa  através deste programa apoiar ideias disruptivas com elevado potencial de  negócio. O projeto da FASTinov foi um dos 16 selecionados de entre 263  propostas na 1ª Call de 2016, e tem como objetivo lançar no mercado uma  tecnologia que permite determinar a melhor forma de combater uma infeção em  menos de 2h. O consórcio de entidades liderado pela FASTinov irá receber  da Comissão Europeia cerca de 2,6 milhões de euros para apoiar o lançamento  desta tecnologia no mercado, dos quais cerca de 1,6 milhões de euros para  entidades nacionais.

A UBQ  II é segunda PME  Portuguesa a beneficiar de financiamento através da Fase 2 do SME  Instrument, um dos programas mais populares e competitivos do  Horizonte 2020, que visa apoiar PMEs com soluções disruptivas e ambições  globais. A UBQ II é uma microempresa sediada na Madeira, que se dedica à produção de extratos naturais obtidos a partir de  macroalgas marinhas. O seu projeto foi o único  financiado das 16 propostas submetidas no tema da economia do mar na 1ª Call de 2016.  Este projeto, no valor total de 1,1 milhões de euros, visa apoiar a  comercialização de um bio-extrato de iodo, com potencial no tratamento de  inúmeras doenças do foro endocrinológico.

  A participação nacional no SME Instrument ascende agora a  27 empresas com projetos da Fase 1 e duas da Fase 2. Além destas, existem mais quatro empresas com participações em projetos do Fast  Track to Innovation. O financiamento comunitário para empresas portuguesas  através destes dois programas do Horizonte 2020 ultrapassa já os 5 milhões de euros. A lista de empresas  portuguesas que conseguiram financiamento no SME  Instrument pode ser consultada aqui.

O Gabinete para a Promoção do Programa-Quadro (GPPQ) tem desempenhado um papel  preponderante na divulgação dos concursos do Horizonte 2020, e no apoio  prestado às entidades participantes. Desde 2014 que o GPPQ tem vindo a  realizar por todo o país workshops de formação sobre a elaboração de propostas  ao SME Instrument (18) que envolveram cerca de 300 participantes. Essas ações  são depois complementadas com apoio individual junto de cada empresa na revisão  das suas candidaturas.

Em  2 anos, o GPPQ já apoiou a revisão de 48 propostas à Fase 1, das quais 7 foram  financiadas. Isto corresponde a uma taxa de sucesso das propostas revistas pelo  GPPQ de 15%, o dobro da média europeia. Na  Fase 2, a equipa do GPPQ já deu apoio a 22 propostas. Desse esforço ainda não  resultou nenhuma proposta financiada, mas a percentagem dessas propostas que  ficaram acima do threshold, isto é, que passaram o limite mínimo para  serem consideradas com qualidade suficiente para financiamento, foi de 36%, equivalente à taxa a nível europeu  que é atualmente de 37%. De realçar também o enorme progresso que tem sido  feito, relativamente à percentagem de propostas nacionais que ultrapassaram o threshold. Como se pode verificar na tabela  abaixo, de 2014 para 2016 este valor tem vindo a aumentar continuamente de  forma assinalável, refletindo o acompanhamento mais próximo do GPPQ junto das empresas.

 

Fase    1

Fase    2

2014

7%

20%

2015

22%

29%

2016

25%

38%


Até  ao momento, o financiamento comunitário para entidades nacionais no H2020  atinge já os 285 milhões de euros, o que reflete um crescimento consistente  desde o anterior programa-quadro, quer no montante de financiamento obtido,  quer na percentagem captada face ao orçamento disponível. A participação  nacional no Horizonte 2020 é atualmente muito abrangente, contabilizando-se 56  coordenações, 378 projetos 551 participações. A maior fatia do financiamento  (65%) destina-se naturalmente às Universidades e Centros de Investigação,  cabendo os restantes 26% às empresas, e 9% a entidades públicas ou sem fins  lucrativos. A ANI, Agência Nacional de Inovação, tem atuado como interlocutor  principal do GPPQ para a participação das empresas no Horizonte 2020, que até ao  momento totaliza 99 PMEs e 107 grandes empresas.


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